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Clube de Ténis do Estoril, muito mais que desporto

O atual Clube de Ténis do Estoril conta com mais de 70 anos de história. Descubra-a nas linhas que se seguem.

Começou o seu percurso em 1933 com a fundação do clube para a prática do ténis: o Estoril Parque Tennis, nas imediações do Casino Estoril, que veio a organizar o II Encontro Portugal / França (Litoral), em 1935, sob a direção de José Torok. Aí decorreria também o Torneio Internacional do Estoril, organizado sob o patrocínio da Embaixada da Polónia em Portugal. O Estoril Parque Tennis investiria, mais tarde, na renovação total dos seus equipamentos, já concluída por ocasião da organização do Campeonato Internacional de 1936.

O privilégio da localização
Novos tempos se avizinhavam para o Estoril que se assumiu como centro turístico de primeira grandeza, recebendo antes, durante e depois da II Guerra Mundia inúmeros hóspedes, entre os quais se destacaram os reis Humberto II de Itália e Carol II da Roménia ou o conde de Barcelona. A obra de Fausto de Figueiredo, que transformou o Estoril numa estância turística de excelência, onde não faltavam espaços verdes, comércio e condições para a prática de diversos desportos, conduziria à criação do Clube de Ténis do Estoril, a 24 de agosto de 1945, que durante meio século manteve a sua atividade no local onde hoje existe o Centro de Congressos.

O legado de Torok
Geza Torok, reconhecido mundialmente no ténis, deu vida e alma ao Clube de Ténis do Estoril, sendo o principal responsável pelo ensino e formação de várias gerações de jogadores. Fez campeões, difundiu o seu saber por meio da organização de campeonatos e era bastante exigente com os alunos que mais tarde o sucederiam, como Olívio Silva ou Alfredo Vaz Pinto. A excelente localização do Clube de Ténis do Estoril, junto ao Casino, tornou-o no local privilegiado para receber as grandes competições internacionais. A primeira vitória de Portugal na Taça Davis, em 1963, frente ao Luxemburgo, foi, assim, alcançada neste clube. Nesse mesmo ano, Alfredo Vaz Pinto também conquistaria no Estoril o primeiro dos seus 7 títulos de campeão nacional. Até à mudança das instalações, em 1991, o Clube de Ténis do Estoril manter-se-ia como a sala de visitas do ténis português.

A viragem do século coincidiu com uma série de mudanças de hábitos, conduzindo à procura de novos espaços para a prática do desporto, nomeadamente do ténis. A Câmara Municipal de Cascais colaborou, assim, na construção de campos cobertos no Clube de Ténis do Estoril, como no Circuito CIMA, em parceria com a Federação Portuguesa de Ténis. O maior desafio foi, contudo, o desenvolvimento e afirmação internacional do Millennium Estoril Open no mapa dos torneios do ATP World Tour, evento que desde 2015 arrasta multidões ao renovado Clube de Ténis do Estoril.

Entrevista a Luís Campos Guerra, Presidente do Clube de Ténis do Estoril

Como avaliaria a evolução do ténis em Portugal, enquanto desporto?
É uma modalidade que tem vindo a crescer de forma consistente, não só em número de praticantes, como a nível da componente da formação e qualificação técnica, que tem evoluído de forma muito significativa. A realização de torneios como o Estoril Open contribui igualmente para que a modalidade tenha uma maior visibilidade e mantenha a sua atractividade junto dos mais jovens, o que é sempre um bom indicador para o futuro.

O Clube de Ténis do Estoril pauta por uma história única em Portugal. Como se têm adaptado aos tempos modernos?
Os ciclos de mudança e de procura da novidade são cada vez mais curtos, pelo que o Clube tem de ter a capacidade de se manter atrativo e atual, sem, no entanto, perder o seu ADN. São 73 anos de história e de estórias associados ao desenvolvimento e prática do ténis e bridge em Portugal, mas também
a bons momentos de lazer e convívio, que temos de ter a capacidade de continuar a proporcionar. Assim, para além da indispensável presença e atividade nas redes sociais, temos vindo a aumentar e diversificar a oferta a nível de atividades, oferecendo hoje aos sócios e visitantes a possibilidade de aprenderem, praticarem ou desenvolverem, para além do ténis e bridge, também padle, pilates, ballet, fitness, disponibilizando ainda serviços complementares de massagem e de tratamentos corporais, bem como o necessário serviço de restauração.

Continua a haver uma grande procura pelas camadas mais jovens na prática de ténis? Têm sentido alterações de público nos últimos anos?
A nossa escola de ténis possui cerca de 340 alunos, sendo maioritariamente constituída por jovens. A frequência e facilidade com que hoje podemos assistir na televisão ou na internet a excelentes jogos de ténis contribui para uma maior popularidade da modalidade. Se a essa dinâmica adicionarmos o facto de já termos jogadores portugueses no restrito círculo dos melhores jogadores de ténis a nível mundial, obtemos as condições ideais para um significativo aumento de praticantes.

O que tem o Clube de Ténis do Estoril para oferecer?
O Clube de Ténis do Estoril é um clube desportivo multigeracional com uma ampla oferta de atividades, sendo frequente a presença simultânea de filhos, pais e avós. Temos modalidades para crianças desde os 5 anos, como é o caso do mini-ténis e outras cuja prática se estende a “jovens” de 90 anos, como o Bridge, havendo sócios que complementam a sua atividade física com este jogo de estratégia e exercício mental.

Em Portugal, ainda é possível seguir-se uma carreira no Ténis? A notoriedade de João Sousa veio ajudar?
Não é fácil e apenas está ao alcance dos mais perseverantes, não sendo, no entanto, uma realidade exclusiva desta modalidade. Sem dúvida que termos o João Sousa a disputar os lugares cimeiros de torneios ATP e a ganhar o último Estoril Open, trouxe ao ténis nacional uma visibilidade que se refletiu de imediato num aumento de praticantes. São atletas como o João que servem de inspiração para todos e em especial para os mais novos, fazendo-os acreditar.

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